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Brasil / Economia

Governo revê previsão de crescimento e pede corte de R$ 15 bi no Orçamento

20/11/2008 - 19h06  
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O governo admitiu que a crise financeira provocou uma desacelaração do crescimento da economia brasileira, ao enviar ao Congresso Nacional, nesta semana, os novos parâmetros para o Orçamento 2009. A meta de crescimento da economia defendida pelo governo, até então de 4,5%, foi revista para baixo: 4%. É o que consta no documento enviado pelo Ministério do Planejamento ao Congresso. De acordo com o relator do Orçamento 2009, senador Delcídio Amaral (PT-MS), a mudança pede um corte de R$ 15 bilhões na previsão de gastos para o próximo ano.

O governo reviu também o preço do barril de petróleo de US$ 111,00 para US$ 76,37. A inflação, que havia sido estimada pelo governo em 4,5%, foi revista para 5,19%. Já o preço do dólar, que o governo esperava fechar o ano em R$ 1,71, ficará em R$ 2,04 pelas estimativas do governo. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro também foi revisto para baixo. O governo havia previsto um aumento de 4,5% para o PIB, mas a estimativa agora é de 4%.

Dos R$ 15 bilhões a serem cortados, R$ 8 bilhões referem-se à queda na arrecadação do governo federal e aproximadamente R$ 7 bilhões estão relacionados à diminuição dos royalties de petróleo, receita afeta a arrecadação dos estados e e municípios. “A gente está procurando fazer uma revisão de receita para avaliar o impacto disso tudo. O Ministério do Planejamento informou ou que o corte que deve ser feito é aquele que já estávamos estimando em R$ 15 bilhões, sendo R$ 8 bilhões para o governo federal e aproximadamente R$ 7 bilhões para os estados e municípios”, destacou o senador.

Leia a notícia na íntegra no Agência Brasil




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